Por: Betto AragãoO bonito do meu interior é a simplicidade da minha gente. Fico observando o vai e vem das senhorinhas com suas trouxas de pano transitam por entre as ruas, ora largas ora estreitas, típicas de cidadezinhas interioranas do meu Brasil. Outras mulheres que com seus afazeres domésticos preferem carregar latas d’agua na cabeça e assim, elaboram sua lida diária em casa mesmo.

Outrora por entre essas terras calmas de gente batalhadora, Nordeste brasileiro, parei no tempo, como uma gaivota paira no ar em busca de sua caça. Parei literalmente no tempo para observar as réstias que pelas frestas do telhado de uma casa adentrou sem pedir licença. Um garoto na sala brigava com a réstia, como se ela fosse um bicho traiçoeiro que entrara em seu lar.
Fiquei maravilhado vendo aquela cena. Uma cena grotesca mas, que em mim teve significado por eu poder perceber que mesmo vivenciando em uma sociedade puramente capitalista a inocência ainda reina, basta observar!
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